
O balanço é feito pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que divulga os dados referentes ao atendimento das grávidas que recorreram às urgências de Ginecologia e Obstetrícia de Lisboa durante o mês de agosto. Em média, no mês passado, foram feitos 29 partos por dia.
Depois da polémica e das denúncias de que as maternidades da região de Lisboa estavam a funcionar a meio gás em agosto, a ARSLVT faz um balanço positivo do atendimento às grávidas nesse mês.
Contas feitas, entre os dias 1 e 29 de agosto, foram realizados 832 partos nas quatro maternidades: Maternidade Dr. Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital S. Francisco Xavier e Hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca, com uma média de 29 partos diários.
Um valor abaixo da média verificada em igual período do ano passado (33 partos/dia), refere a ARSLVT.
Menos episódios de urgência e menos partos na periferia
No mês passado, o número de urgências obstétricas e ginecológicas, que incluem também mulheres não grávidas com queixas do foro ginecológico, foi de 6. 201 episódios no conjunto das quatro maternidades, ou seja, uma média de 213 urgências/dia, menos 11 do que em período homólogo de 2018.
A mesma tendência constata-se nas duas maternidades públicas mais próximas da capital (Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e Hospital Dr. José de Almeida, em Cascais) onde, até 25 de agosto, o número de partos foi de 367, valor inferior aos 375 partos verificados no mesmo período de 2018.
“A indispensável articulação entre instituições, bem como a disponibilidade manifestada pelos profissionais de saúde envolvidos possibilitaram, uma vez mais, que o funcionamento das urgências tivesse decorrido conforme o expectável”, afirma Luís Pisco, presidente da ARSLVT.
“A estreita colaboração entre a ARSLVT, as direções hospitalares e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) mantém-se, estimando-se que também em setembro o atendimento decorra de forma tranquila”, acrescenta.