Porque devem as grávidas beber mais água?

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Gravidez – A importância da água para as grávidas

Durante a gravidez e amamentação, aos dois litros de água diários recomendados como o valor ideal de ingestão de água para as mulheres adultas, as grávidas deveriam acrescentar mais. São as necessidades de líquido da mãe e do filho que o exigem.

Foi durante o III Congresso Internacional e V Nacional de Hidratação, organizado pela Cátedra Internacional de Estudos Avançados em Hidratação e que decorreu em Bilbao, Espanha, que veio o alerta. 

“As grávidas precisam de água para formar o líquido amniótico que rodeia o bebé, apoiar o aumento do volume do plasma sanguíneo e produzir o leite materno para a amamentação.”

Adriana Ortiz Andrellucchi, professora associada de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, acrescenta aqui os vómitos que, nas primeiras fases da gravidez, “podem causar perdas de líquidos”.

É por isso que, tendo em conta o aumento do peso corporal e da ingestão calórica durante a gravidez, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) aconselha que se devem acrescentar 300 ml à ingestão diária de dois litros, recomendada para as mulheres adultas.

“Deveria incentivar-se as grávidas a aumentar a ingestão de água e outros líquidos, para satisfazer as novas necessidades fisiológicas do seu organismo e as do bebé”, reforça a especialista.

A gravidez costuma ser responsável por um aumento de peso entre os 10 e 15 quilos. Só o feto representa cerca de 25% desse peso, com 5% a referirem-se à placenta e 6% ao líquido amniótico. Já a água, costuma representar cerca de dois terços do aumento do peso materno, representando, no fim do primeiro trimestre, 94% do peso do bebé.

Exigências durante a amamentação

No período de amamentação, as mães perdem valores significativos de líquido. Contas feitas, a quantidade de leite ingerida pelos bebés situa-se, segundo as estimativas, à volta dos 700 ml por dia, que varia consoante as necessidades dos recém-nascidos.

“A composição do leite materno é diferente durante a toma. De início, tem mais água para hidratar o bebé e, no fim, apresenta mais gordura, que permite saciar o bebé e é onde se encontram as gorduras essenciais para o seu desenvolvimento neuronal”, assinala Ortiz Andrelluchi.

Por isso, a EFSA conclui que a ingestão de água nas mães que dão de mamar deve compensar a perda de água que acontece com a amamentação, recomendando que se junte à quantidade de referência 700 ml diários. Mais ainda, tendo em conta que:

“A desidratação também pode causar cansaço, num momento que só por si já é bastante setressante.”

300 especialistas reunidos em Espanha

O III Congresso Internacional e V Nacional de Hidratação juntou mais de 300 cientistas internacionais de áreas como a endocrinologia, nutrição, saúde pública, bioquímica, entre outros, para analisar as últimas evidências científicas no campo da hidratação, saúde e equilíbrio nutricional.

A Cátedra Internacional de Estudos Avançados em Hidratação é uma entidade de investigação académica de carácter internacional, lançada com o objetivo de contribuir com rigorosas evidências científicas e referências a nível global para a compreensão do papel da hidratação na saúde, apoiando estratégias e programas de saúde pública que incentivem a ingestão de água.

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