Fumar piora o prognóstico de cancro da próstata

cancro da próstata

Os fumadores têm um risco maior de morrer por cancro da próstata, revela um novo e grande estudo, liderado pela Universidade de Lund, na Suécia, que acompanhou mais de 350.000 pessoas ao longo de várias décadas. Os resultados foram agora publicados.

É bem conhecido que os fumadores têm um risco aumentado de desenvolver vários tipos de cancro, mas há relativamente poucos estudos que investigaram especificamente o cancro da próstata e que incluíram informações clínicas sobre este tipo de tumor.

Este novo e extenso estudo pode agora contribuir para um quadro mais completo no que diz respeito à associação entre tabagismo e risco de doença e morte por cancro da próstata. Para isso, foram usados cinco estudos populacionais suecos com informações sobre os hábitos tabágicos dos homens.

Ao todo, mais de 350.000 homens foram incluídos no estudo, ao longo do qual 24.731 dos participantes desenvolveram cancro da próstata e 4.322 morreram na sequência da doença.

Entre outras coisas, os especialistas que “os fumadores têm um risco maior de morrer de cancro da próstata”, algo que, refere Sylvia Jochems, primeira autora do estudo, foi observado “independentemente do estágio do tumor no momento do diagnóstico, o que significa em todas as formas de cancro da próstata, desde os de baixo risco aos metastáticos”.

O risco foi cerca de 20% maior entre os fumadores do que entre os homens que nunca fumaram, risco esse que aumentou ainda mais para os fumadores que tinham também excesso de peso (IMC 25-30) ou fossem obesos (IMC acima de 30). Algo que, segundo os investigadores, é importante perceber e tentar encontrar uma razão que o justifique.

“Precisamos de entender mais se é o tabagismo ou outros fatores de risco, como fatores sociodemográficos, que causam esta associação. Outra questão importante é se o prognóstico pode ser melhorado ao parar de fumar após um diagnóstico de cancro da próstata”, conclui Tanja Stocks, professora associada da Universidade de Lund e última autora do estudo.

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