A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) e a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos já cooperavam nos esforços para a melhoria da prestação de cuidados ao AVC em Portugal. Recentemente, um novo passo importante foi dado, com a assinatura, por parte das autoridades portuguesas de Saúde, do Plano de Ação para o AVC na Europa, lançado pela European Stroke Organization e pela Stroke Alliance for Europe, com ações específicas e adaptadas à realidade nacional.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade na Europa e as projeções mostram que, com a abordagem atual, a sobrecarga do AVC continuará a aumentar em 25% na próxima década. Mesmo nesta fase de pandemia que vivemos, o AVC continua a ser um dos principais motivos de internamento e requer atenção constante para um tratamento rápido e eficaz, assim como para uma reabilitação coordenada, multidisciplinar e atempada.

A Organização Europeia do AVC (ESO) desenvolveu, em cooperação com a Stroke Alliance for Europe (SAFE), um Plano de Ação para o AVC na Europa (SAP-E), para aplicar até 2030.

Este Plano pretende alcançar melhorias em todos os momentos que envolvem os cuidados ao AVC, incluindo a prevenção primária, organização dos serviços que prestam cuidados no AVC, tratamento de fase aguda, prevenção secundária, reabilitação, avaliação dos resultados e melhoria da qualidade de vida após o AVC.  

A SPAVC e a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos, que são, respetivamente, a principal sociedade científica e a associação de doentes na área do AVC em Portugal, trabalharam em conjunto para estabelecer um compromisso na prestação de cuidados ao AVC. 

Agora, Portugal junta-se a vários países europeus no combate ao AVC, com um plano conjunto até 2030. A SPAVC e a Portugal AVC continuarão empenhadas nas suas iniciativas científicas e ações junto da comunicação social e população, de forma a contribuir para melhorar a qualidade de vida do sobrevivente de AVC e da sua família, bem como diminuir os custos socioeconómicos associados ao AVC em Portugal.