Será o microbioma a chave para o combate ao cancro colorretal? A resposta em breve

investigação sobre cancro colorretal

Todos os anos, de acordo com os dados disponíveis, mais de sete mil pessoas são, em Portugal, diagnosticadas com cancro colorretal, o segundo com mais incidência no País e o segundo também na lista dos mais mortíferos. É no seu combate que estão envolvidos investigadores internacionais, que acreditam que o microbioma de cada um, ou seja, o conjunto de bactérias, fungos e vírus que compõem o nosso organismo, pode ser a chave para o tratamento deste tipo de cancro.

Para aprofundarem os seus estudos, os cientistas da Universidade de Leeds receberam cerca de 2,8 milhões de euros para investigar como os muitos milhões de microrganismos que habitam no nosso corpo podem ser manipulados para tratar o cancro colorretal.

Com estes vão colaborar especialistas dos EUA, Canadá, Holanda e Espanha que, juntos, receberam 17 milhões de euros do Cancer Research UK, um dos maiores financiamentos já concedidos por aquela instituição, inserido num fundo criado para revolucionar a prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro.

Microbioma saudável vs microbioma associado ao cancro

Existem muitos fatores associados ao estilo de vida, como a dieta e a obesidade, que influenciam o risco de sofrer da doença. Os investigadores descobriram que o impacto destes fatores no microbioma pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento do cancro colorretal.

Entender a diferença entre um microbioma saudável e um associado ao cancro e encontrar formas de manipular essa coleção de micro-organismos para melhor prevenir e tratar o cancro é um dos objetivos do trabalho que agora começa.

“O nosso objetivo é que este projeto de investigação possa ajudar a revolucionar a nossa compreensão do papel que o microbioma desempenha no desenvolvimento do cancro”, explica em comunicado Philip Quirke, professor de Patologia da Universidade de Leeds.

“Isso poderia ajudar a encontrar novas formas de prevenir a doença e também novos tratamentos para os doentes no futuro.”

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