como fazer o banho do bebé

Como dar banho ao recém-nascido: conselhos de um especialista

Por Bem-estar

Depois do parto, levar o bebé para casa tem tanto de emocionante como de assustador. E há um momento que é particularmente stressante para os recém-papás: o banho. Pensar naquele pequeno e frágil ser humano e imaginar dar-lhe banho não é, de facto fácil. Mas os dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia garantem que é tudo uma questão de prática.

Para evitar uma grande dose de stress e ansiedade, o melhor mesmo é seguir alguns passos simples para garantir que o bebé fica seguro, limpo e saudável.

“Embora pareça intimidante no início, dar banho ao bebé é simples”, confirma o dermatologista Kalyani Marathe. “A primeira coisa é começar com banhos de esponja até que o coto do cordão umbilical caia.”

Para isso, reúna tudo o que é necessário para o efeito. Ou seja, a pequena banheira com água morna, um pano e um sabonete para bebé, suave e sem perfume.

Deite o bebé numa superfície plana e confortável e mantenha-o aquecido, envolvendo-o numa toalha e expondo apenas a parte do corpo que está a ser lavada. Por uma questão de segurança, mantenha sempre o bebé bem seguro.

Comece com a cabeça. Mergulhe o pano na tigela de água morna e limpe suavemente o rosto e o couro cabeludo do bebé, sem esquecer os refegos do pescoço e atrás das orelhas.

Segue-se o resto do corpo, sendo que o sabonete apenas precisa de ser aplicado nas zonas sujas, como o pescoço e a área da fralda. Não se esqueça de enxaguar e limpar os vestígios de sabonete após a limpeza.

O banho do bebé: a forma mais tradicional

“Assim que o coto do cordão umbilical cair, mude para o banho tradicional”, refere a mesma fonte.

Aqui, os conselhos começam por ser os mesmos, com a preparação de tudo o que for necessário antes do início do banho.

Decida onde o vai fazer, pegue numa toalha, um sabonete apropriado e coloque o bebé na água. Primeiro, encha o recipiente com água morna e teste a temperatura da água no interior do pulso para garantir que não está muito quente.

Depois, gentilmente guie o bebé para a água, começando pelos pés, mantendo, no entanto, a maior parte do corpo acima da água.

Comece a limpeza pela cabeça, usando um pano para lavar suavemente o rosto e o couro cabeludo. Não se esqueça de limpar entre os dedos do bebé e certifique-se de que todo o sabonete é retirado.

“Após o banho, envolva imediatamente o bebé numa toalha para o aquecer e considere aplicar um hidratante suave e sem fragrância.”

cuidados paliativos em Portugal

Mais de 50 mil pessoas morrem em Portugal com necessidade de cuidados paliativos

Por País

Todos os anos, mais de 50 mil pessoas perdem a vida em Portugal com necessidade de cuidados paliativos, um país que não tem mais do que 96 serviços que oferecem estes cuidados para adultos, revelam os dados do Atlas de Cuidados Paliativos na Europa 2019, um trabalho publicado recentemente.

Foram, ao todo, avaliados 51 países europeus, numa região onde se estima que, por ano, morram cerca de 4,5 milhões de pessoas portadoras de doença. Ao todo, o Velho Continente conta com 6.388 serviços especializados neste tipo de cuidados, 47% dos quais concentrados em quatro países: Alemanha, Reino Unido, França e Itália.

Ainda de acordo com o Atlas, 40% das nações do continente têm metade ou menos do número de unidades recomendado pela Associação Europeia de Cuidados Paliativos (EAPC), que é de dois por 100.000 habitantes. Portugal não vai além dos 0.9.

Crianças também precisam de cuidados paliativos

Os autores do Atlas recordam que não é apenas a população adulta que requer estes cuidados: 140.000 crianças europeias morrem por ano com necessidade de os receber, sendo apenas 38 os países com programas paliativos pediátricos. Portugal está entre eles, com seis programas domiciliários e cinco hospitalares.

Nesta que é a sua terceira edição, o Atlas explora pela primeira vez aspetos como a integração dos paliativos nos cuidados primários e noutros departamentos, o voluntariado e o trabalho das sociedades científicas para o desenvolvimento dessa disciplina.

Em relação à primeira questão, 12 países possuem sistemas, nos cuidados de saúde primários, para identificar doentes que precisam de paliativos, embora a maioria ofereça este atendimento no último mês de vida. Da mesma forma, 10 nações integram este serviço desde o início na área da oncologia, oito na cardiologia e 14 em casas de repouso.

Em relação à vitalidade da profissão, contam-se 41 países com uma associação nacional deste tipo de cuidados (Portugal é um deles), sendo apenas oito aqueles que dispõem demais de mil voluntários registados para dar apoio aos trabalhadores da saúde.

Para continuar a crescer, os autores ressalvam a importância do treino, enfatizando que 13 países têm o ensino obrigatório dos cuidados paliativos a mais de 50% dos seus estudantes de medicina e nove a mais de 50% dos seus estudantes de enfermagem. No caso de Portugal, apenas 25% das Faculdades de Medicina e 70% das Faculdades de Enfermagem treinam os seus alunos nesta disciplina.

conjuntivite alérgica

Como proteger os olhos e aliviar os sintomas da conjuntivite alérgica

Por Bem-estar

Comichão, olhos vermelhos, desconforto. Os sinais indicam a presença de um problema que já é costume para muitos na primavera: a conjuntivite alérgica. É para ele que alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

Luís Torrão, oftalmologista da SPO, começa por explicar que “a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, a túnica fina que reveste o globo e a pálpebra, pode ser de causa infeciosa ou não infeciosa”.

Acrescenta ainda que, de “entre as não infeciosas, as conjuntivites alérgicas são as mais comuns, atingindo uma larga margem dos pacientes, sendo os principais sintomas apontados: ardor nos olhos, os olhos vermelhos, o lacrimejo, o inchaço e/ou a dor ou desconforto nos olhos”.

Atenção redobrada ao ar livre

Pela sua epidemiologia, a conjuntivite alérgica acaba por ser mais penosa para as pessoas em momentos sazonais, como na primavera, especialmente se forem adeptos de exercícios ao ar livre.

“Isto acontece porque as pessoas ficam mais expostas ao elevado nível alergénios, como por exemplos os pólens típicos da primavera”, explica o oftalmologista da SPO.

De forma a proteger os olhos e a aliviar os sintomas de quem pratica exercício físico ao ar livre e sofre de conjuntivite alérgica, a SPO deixa conselhos importantes.

Saiba então que podem ser utilizados colírios adequados à diminuição da carga de alergénios, como as lágrimas artificiais, ou agentes terapêuticos (anti-histamínicos tópicos ou sistémicos).

Devem-se evitar zonas de maior concentração de alergénios aquando a prática desportiva, sendo também importante não usar lentes de contacto. Se necessário, optar por proteções oculares certificadas à medida de cada modalidade desportiva que podem proteger tanto os sintomas da conjuntivite, como outros problemas maiores;

Sempre que tiver com as mãos em contacto com a natureza, lave-as antes de mexer nos olhos. “Mas, mais importante que tudo, deve consultar o seu médico oftalmologista porque cada caso é um caso e com a prevenção certa poderá fazer todo o tipo de exercício físico ao ar livre sem prejudicar a sua visão”, termina o especialista.

gravidez depois dos 50 anos

Os 50 anos são os novos 40 no que diz respeito aos partos

Por Investigação & Inovação

Os 50 anos são os novos 40 no que diz respeito aos partos. Estranho? Talvez nem tanto, defendem investigadores israelitas, que determinaram que é mais seguro dar à luz depois dos 50 anos, tal como aos 40 anos, sem colocar em risco a mãe ou o bebé.

Especialistas da Universidade Ben-Gurion e do Centro Médico da Universidade de Soroka avaliaram as complicações da gravidez nas mulheres com mais de 50 anos e tentaram perceber se estas têm um risco acrescido, não só elas, como também o feto, comparando com as mães mais jovens.

E descobriram que, graças aos avanços médicos e tecnológicos, que incluem a fertilização e doação de óvulos, a idade em que uma mulher pode dar à luz tem aumentado gradualmente.

“Acontece que os 50 são os novos 40 quando se trata de parto”, refere Eyal Sheiner, um dos responsáveis do trabalho.

“Não há dúvida de que as equipas médicas vão precisar de lidar com o número crescente de nascimentos em mulheres com mais de 50 anos.”

Complicações na mira

O estudo incluiu 242.771 partos realizados em Soroka, dos quais 234.824 (96,7%) ocorreram em mulheres com menos de 40 anos. O restante ocorreu em mulheres com idade entre 40 e 50 anos, ou mais.

O objetivo foi verificar se as mulheres tinham complicações durante a gravidez e o parto, que incluíam nascimentos prematuros, diabetes gestacional, hipertensão e necessidade de cesarianas. O estudo avaliou também se o recém-nascido apresentava problemas físicos, mortalidade ou sofrimento durante o trabalho de parto.

De facto, e sem surpresas, todas as complicações foram maiores entre as mulheres com mais de 40 anos que tiveram filhos, comparando com aquelas que deram à luz abaixo dessa idade.

No entanto, não houve aumento de complicações em mulheres com mais de 50 anos, comparando com as que tiveram bebés entre os 40 e os 50 anos.

Sheiner aconselha, por isso, a que se tratem as gravidezes de mulheres com mais de 40 anos como de alto risco, sobretudo no que diz respeito ao rastreio da glicemia em jejum e da pressão arterial da grávida, para deteção precoce de complicações.

saúde oral pode causar malnutrição

Falta de dentes nos idosos pode conduzir à malnutrição

Por Saúde Oral

A falta de dentes naturais é uma realidade frequente entre a população portuguesa, como mostram os dados do III Barómetro da Saúde Oral, que fala em 68% de pessoas desdentados. Destas, uma  maioria são idosos. A propósito do Dia Mundial da Terceira Idade, que se assinala no próximo dia 28, João Caramês, especialista em medicina dentária, alerta para as limitações de saúde oral da população sénior, que podem conduzir à malnutrição.

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proteger do sol

Cuidados com o sol, só em teoria. Portugueses falham na prática

Por Atualidade, Investigação & Inovação

Numa altura em que se anunciam temperaturas de bater recordes, multiplicam-se os alertas. Todos o cuidado com o sol é pouco, mas cuidado é algo que os portugueses devia ter mais, revelam os dados de inquéritos realizados à população nacional.

Os estudos, realizados com o CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, procuraram avaliar os conhecimentos da população nacional em relação à exposição solar.

E tudo começou pela praia. Aqui, o olhar atento de Ana Filipa Duarte, estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, confirma a falta de cuidado. De facto, mais de metade dos inquiridos chegou à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Mais ainda, dos que responderam às questões colocadas pelos investigadores, foram aqueles com idades compreendidas entre os 16 e 40 anos que mais desrespeitaram o horário de segurança. 

A investigadora quis também perceber, já que a prevenção e informação devem começar cedo, quais os hábitos dos mais pequenos (dos sete aos 11 anos). Mais uma vez, os resultados deixam a desejar.

É que, embora 64% dos petizes usem o chapéu para se proteger do sol, já o protetor solar, nem por isso. Apenas 15% o fazem na escola, valor que sobe para 37% na praia.

A boa notícia é que a maioria (85%) das crianças tem um conhecimento adequado sobre as medidas de proteção solar. O menos bom é que, e de forma errada, mais de metade (64%) defende que o protetor solar protege melhor que a roupa ou a sombra.

Maioria dos atletas tem comportamento desadequado

No que diz respeito aos atletas que praticam desporto ao ar livre, outros dos grupos de risco quando em causa estão as lesões causadas pelo sol, o inquérito revela motivos para preocupação.

Ao todo, 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado. As mulheres são mais cuidadosas quanto ao uso do protetor solar, mas preocupam-se menos quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Proteger os olhos contra a readiação do sol

Exposição ao sol aumenta risco de doenças oculares

Por Bem-estar

Sabia que a radiação emitida pelo sol não causa apenas problemas na pele, podendo ter consequências nos nossos olhos? Que cataratas ou degenerescência macular ligada à idade podem ser lesões oculares causadas pelos raios solares? A prevenção é também aqui o melhor remédio, garante a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, que apela a maiores cuidados.

Os responsáveis pelos problemas na saúde ocular são os bem conhecidos raios ultravioleta (raios UV), conhecidos inimigos da pele e não só.

“Já são vários estudos que demonstram que as pessoas mais expostas à luz solar têm uma maior tendência para desenvolverem certo tipo de doenças oculares”, explica Manuel Monteiro Grillo, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“Mais do que a ação aguda dos raios UV sobre os olhos (que provoca uma queimadura na superfície ocular – fotoceratite), é o efeito cumulativo de longos períodos expostos à luz solar que tem um efeito mais pernicioso sobre a visão”, acrescenta o especialista.

A melhor forma de prevenir

De forma a evitar a ocorrência de problemas oculares, Manuel Monteiro Grillo recomenda algumas medidas de prevenção essenciais, algumas já bem conhecidas dos portugueses, divulgadas em forma de cuidado para proteger a pele.

É o caso da exposição solar entre as 11h00 e as 16h00, intervalo de tempo em que a exposição aos raios UV é bastante mais elevada, que deve ser evitada não só para prevenir os cancros de pele, mas também como forma de manter saudável a visão.

Ao protetor solar, indispensável para quem se vai expor ao sol, devem juntar-se os óculos de sol, idealmente com lentes de proteção UV 100% ou com a maior  percentagem possível.

Os chapéus e bonés não devem faltar, chapéus com abas e/ou palas, que também são uma ajuda na proteção dos olhos, uma vez que este acessório proporciona uma barreira sobre a radiação solar direta através da sombra que proporciona.

Atenção os medicamentos. Se está a ser medicado, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que os seus olhos podem estar mais sensíveis à luz solar. São vários os medicamentos fotossensíveis, mas destacam-se, por exemplo, alguns anti-histamínicos, antibióticos ou antidepressivos.  

Sintomas que devem levar ao médico

A SPO alerta ainda que se deve procurar imediatamente um oftalmologista quando, após exposição solar, se sintam os olhos vermelhos, ardor, sensação de corpo estranho ou visão enevoada, que podem ser sinais de alerta.