infeções hospitalares

Desinfeção para reduzir as infeções hospitalares testada no Porto

Por Investigação & Inovação

Os dados mais recentes confirmam que, em 2016, a prevalência das infeções hospitalares foi de 7,8%, valor que tem vindo a baixar mas que é ainda considerado muito elevado. É para as combater que uma equipa de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde vai testar uma nova estratégia de desinfeção.

Por considerar “urgente implementar estratégias de controlo efetivo das imfeções hospitalares que limitem o crescimento da resistência a fármacos e reduzam os riscos associados aos cuidados de saúde” e porque, segundo a informação do CINTESIS, apesar do uso de desinfetantes manuais convencionais, ainda assim há 10% das superfícies de elevado contacto dos hospitais que continuam contaminadas, os investigadores decidiram lançar mãos à obra.

O projeto vai ser implementado na Unidade de Queimados do Hospital de São João, usada como modelo de estudo, e aposta numa desinfeção feita com vapor de H2O2 para descontaminar as superfícies em áreas com doentes.

Ao longo de três anos, vai realizar-se uma monitorização microbiológica do ambiente e uma análise custo-benefício.

De acordo com os especialistas, “A melhoria da desinfeção hospitalar deverá contribuir para minimizar a colonização e a infeção entre os pacientes queimados”, ao mesmo tempo que reduz a administração de medicamentos antimicrobianos e a resistência aos mesmos, melhorando ainda os custos envolvidos com os cuidados de saúde.

Higienização não é suficiente para eliminar contaminação

São vários os estudos que confirmam que 60% das superfícies de elevado contacto, próximas do doente, continuam contaminadas mesmo depois higienização manual, isto devido ao uso de concentrações incorretas de desinfetante  ou ao tempo de contacto insuficiente. “Verifica-se um risco de 73% de infeção em quartos ocupados previamente por doentes infetados ou colonizados.”

Limitações que podem ser ultrapassadas, garantem os investigadores do CINTESIS, “com a aplicação de uma concentração constante de desinfetante na forma de vapor seco, durante um período de tempo preestabelecido, através de uma unidade portátil”.