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Universidade de Aveiro massifica testes à Covid-19 combinando saliva, testes e plataforma digital

Por COVID-19

Depois de desenvolver um novo método de testagem do SARS-CoV-2 através de amostras de saliva, o Instituto de Biomedicina da Universidade de Aveiro (iBiMED) acaba dar luz verde ao desenvolvimento de uma plataforma digital de registo de amostras e de envio dos resultados da testagem. A plataforma vai permitir à UA combinar a testagem de alta sensibilidade por RT-PCR e a auto-testagem rápida, com kit de antigénio, tornando possível realizar milhares de testes por dia. Com isso, a UA vai contribuir decisivamente para massificar os testes da Covid-19.

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testes de sida em casa

Portugueses já podem fazer o teste para o VIH/sida sem sair de casa

Por País

Os portugueses vão passar a ter acesso a testes de autodiagnóstico para o VIH/sida, cuja venda foi aprovada em Conselho de Ministros.

Desta forma, passa a ser permitida “a disponibilização direta ao público dos dispositivos de autodiagnóstico destinados ao diagnóstico das infeções por vírus da sida, Hepatites B e C”, lê-se no documento, que define a sua venda nas farmácias ou parafarmácias.

De acordo com a mesma fonte, esta alteração tem por base as “recomendações do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH e SIDA (ONUSIDA) e da OMS, indo ao encontro do que é já praticado em diversos países da União Europeia, como Espanha, França, Bélgica e Itália”.

Na sequência da evolução técnica científica, considera-se que estes dispositivos dão garantia de fiabilidade e segurança, “que afastam a necessidade dos condicionamentos à sua utilização que estiveram na base do atual regime que agora se altera”.

Governo quer Portugal livre de VIH até 2030

O objetivo é simples: aumentar os rastreios e, desta forma, acelerar o ritmo das atividades de rastreio para alcançar as metas da ONUSIDA”, identificando cada vez mais precocemente os casos positivos, “diminuindo a proporção de diagnósticos tardios, e quebrar o ciclo de transmissões, tendo como objetivo, até 2030, transformar Portugal num país sem infeção epidémica de VIH”.

Em Portugal os dados mais recentes, que integram o Relatório Infeção VIH e SIDA – Situação em Portugal em 2016, confirmam “que Portugal mantém a tendência decrescente no número anual de novos diagnósticos de infeção por VIH e sida, observada desde o ano 2000, embora as taxas apuradas para os anos mais recentes continuem a ser das mais elevadas na União Europeia”.

Em 2016, e ainda de acordo com o mesmo relatório, tinham sido diagnosticados 1.030 novos casos de infeção por VIH em Portugal, sendo mais de metade dos novos casos (55%) diagnosticados de forma tardia.

AHF reforça investimento em Portugal e pede mais envolvimento do Governo na luta contra o VIH

Por Atualidade

Cinco anos depois da chegada a Portugal, a AIDS Healthcare Foundation Europe (AHF), numa parceria com o Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT), orgulha-se de ter distribuído mais de 2,5 milhões de preservativos e mais de cem mil materiais em território nacional e dado a conhecer a cerca de 47 mil pessoas o seu estado serológico, através de um modelo inovador de testes de VIH, num investimento total superior a 1,3 milhões de euros.

Investimento que promete continuar, confirmou a organização, depois de um encontro, em Lisboa, que serviu para fazer o balanço de cinco anos de trabalho e para refletir sobre os caminhos para o futuro, em que a organização lamentou a falta envolvimento do Governo nesta matéria.

“Estamos orgulhosos dos resultados da parceria com o GAT em Portugal e muito agradecidos por estes cinco anos de trabalho conjunto”, afirma Zoya Shabarova, diretora da AHF Europe.

“O nosso objetivo é trabalhar em conjunto para desenvolver modelos sustentáveis, de testes de VIH rápidos e fáceis, com a melhor relação custo-benefício, que o Governo possa apoiar. Precisamos de ter a certeza que o problema do controlo da epidemia do VIH é levado a sério pelo Governo e que a sociedade civil não fica sozinha a resolver todos os problemas.”

Zoya Shabarova garante que o trabalho vai continuar em Portugal, até porque mantêm-se as necessidades. “Vamos continuar a dar o nosso apoio, mas gostaríamos de ver um envolvimento do Governo em níveis diferentes. Estamos disponíveis, interessados e aguardamos com interesse a possibilidade de trabalharmos todos juntos.”

Troca de impressões e debate de ideias sobre VIH

O encontro, que reuniu, em Lisboa, representantes de várias associações de luta contra a sida, profissionais de saúde e outros responsáveis, serviu para “reavaliar prioridades e necessidades. O VIH é uma doença crónica e apesar de ter tratamento, as pessoas continuam a morrer com a doença na Europa”, afirmou a responsável.

Luís Mendão, presidente do GAT, salientou a importância da parceria com a AHF, que nasceu em 2013, em plena crise económica. “Juntarmo-nos à AHF permitiu que andássemos para a frente e que déssemos resposta à epidemia de VIH, sobretudo numa altura em que não havia dinheiro.”

De 1.407 testes realizados em 2013, altura em que havia apenas um centro a realizá-los, o GAT contabiliza, em 2017, a realização de mais de 17 mil, em 30 centros que realizam testes rápidos, gratuitos e anónimos.

No que diz respeito à distribuição de preservativos, os números confirmam também aqui o impacto desta parceria com a AHF: em 2014, 45% da distribuição foi feita pelo GAT/AHF. Hoje, um quarto dos preservativos distribuídos no país é proveniente desta fonte.

Um trabalho que a AHF promete continuar. “Vamos manter a parceria com o GAT, mas esperamos ter relações de trabalho com outros atores”, refere Anna Zakowicz, diretora adjunta e diretora de programas da AHF Europe.

“Vamos continuar a reforçar a distribuição de preservativos e, para isso, criámos, em 2017, um Banco de Preservativos, com 50 milhões, e podemos distribuir até cinco milhões por país, por ano. O modelo de testes rápidos vai também continuar a ser implementado.”

“Aliás, há cinco anos, quando começámos, os testes rápidos não estavam tão disponíveis. Contribuímos para a sua divulgação e para os tornar mais acessíveis, sobretudo para as pessoas que não têm acesso aos cuidados de saúde ou não os procuram.”

Um milhão de testes rápidos realizados na Europa

A operar em 39 países, a AHF é o maior fornecedor global de testes para o VIH, assim como serviços de saúde nesta área, proporcionando tratamentos e cuidados de saúde a mais de 850 mil pessoas em todo o mundo.

Em 2017, a AHF e os seus parceiros ofereceram serviços de rastreio do VIH a mais de, 4,2 milhões de pessoas e distribui mais de 40 milhões de preservativos gratuitos.

Na Europa, é um fornecedor de serviços orientados para a prevenção, teste, tratamento e assistência, em parceria com organizações governamentais e não-governamentais, defendendo o acesso destes serviços a todos os que deles precisem.

Com mais de 50.000 doentes atendidos na Rússia, Ucrânia e Estónia e um total de 613.000 pessoas testadas entre 2013 e 2016 em toda a Europa, a AHF é a maior fornecedora não-governamental, sem fins lucrativos, de testes e tratamentos de VIH no Velho Continente.

No final de 2017, a AHF Europe contabilizava a realização de um milhão de testes rápidos, um modelo lançado em toda a região em 2009 e que era, na altura, tão simples quanto revolucionário: fornecer testes de VIH com resultados quase instantâneos, em ambientes não médicos, gratuitos e anónimos.

AHF Europe investiu mais de 1.3 milhões de euros na luta contra o VIH em Portugal

Por Marque na Agenda

A implementação de um modelo inovador de rastreio e prevenção do VIH e a identificação dos novos desafios e prioridades na resposta à doença servem de mote para um encontro marcado para o dia 9 de abril, uma iniciativa da AIDS Healthcare Foundation Europe (AHF), organizada em conjunto com o Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT).

Foi em 2013, numa altura em que Portugal enfrentava dificuldades na sequência da crise financeira, que a AHF Europe expandiu os seus programas para o nosso país, estabelecendo uma parceria com o GAT, um grupo que faz, entre outros, a gestão do CheckpointLX (centro de prevenção do VIH), do IN-Mouraria (projeto de promoção do direito à saúde das pessoas que usam drogas), do Espaço Intendente e da unidade móvel Move-se, onde são disponibilizados testes rápidos de VIH para grupos vulneráveis e população em geral.

Nos últimos cinco anos, a AHF Europe investiu mais de 1.3 milhões de euros no nosso país, proporcionando testes de VIH rápidos, gratuitos e anónimos e distribuindo preservativos, juntamente com o GAT.

O objetivo do programa é promover a prevenção, assim como fornecer alternativas de testes em contexto comunitário.

A AHF promove também a distribuição gratuita de preservativos, ações de ativismo e trabalha juntamente com o GAT para aumentar a disponibilidade de serviços de Teste Rápido no país, através de parceiros que trabalham com grupos prioritários.

Estónia oferece 100.000 testes genéticos aos seus cidadãos

Por Atualidade

A Estónia prepara-se para oferecer testes genéticos a 100 mil pessoas, uma aposta que se insere na tentativa de desenvolver a medicina personalizada e integrá-la no seu sistema nacional de saúde.

O serviço é oferecido de forma gratuita, com os dados a serem traduzidos em relatórios personalizados, usados na prática médica diária, avançaram as autoridades locais. O que significa aconselhamento médico personalizado, o que torna este o primeiro país do mundo a fazê-lo.

“Temos hoje temos conhecimento suficiente sobre o risco genético de doenças complexas e sobre a variabilidade interindividual dos efeitos dos medicamentos, para podermos começar a utilizar sistematicamente essas informações no cuidado diário”, referiu a propósito o ministro da Saúde e do Trabalho, Jevgeni Ossinovski.

“Juntamente com o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Saúde (INDS) e a Universidade de Tartu, vamos permitir que mais 100.000 pessoas se juntem ao BioBank da Estónia, para impulsionar o desenvolvimento da medicina personalizada no país e, desta forma, contribuir para o avanço dos cuidados preventivos”, acrescentou.

O país já dispõe de um banco de dados genéticos, que quer agora ver alargado. Para isso, o Governo alocou este ano cinco milhões de euros para o projeto, que será coordenado pelo INDS.

Testes rápidos de rastreio vão passar a ser feitos nas farmácias

Por Atualidade

As farmácias comunitárias vão passar a fazer testes rápidos de rastreio das infeções pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), vírus da hepatite C (VHC) e da hepatite B (VHB). Os mesmo acontece com os laboratórios de patologia clínica e de análises clínicas, sem necessidade prévia de prescrição médica.

O objetivo é “melhorar a acessibilidade na deteção precoce da infeção VIH e hepatites virais”, como medida complementar ao diagnóstico realizado noutros espaços, como os cuidados de saúde primários, os hospitais ou as associações de base comunitária.

O diploma que o permite já foi publicado, ficando agora a cargo do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, elaborar, no prazo de 30 dias, as normas necessárias para operacionalizar a concretização da medida.

De acordo com o documento, “atualmente, a infeção por vírus da imunodeficiência humana (VIH) representa um importante problema de saúde pública na Europa e em Portugal. Na Europa, estima-se que 15% das pessoas que vivem com VIH não se encontrem diagnosticadas, ou seja, uma em cada sete não sabe que está infetada, prevendo-se que em Portugal esse valor possa ser inferior a 10%”.

Porque “Portugal precisa de acelerar o ritmo de atividades de prevenção para alcançar as metas da ONUSIDA, para o ano de 2020”, torna-se necessário “aumentar a realização dos testes de rastreio, de forma a promover a identificação precoce dos casos e quebrar o ciclo de transmissões, tendo como objetivo, até 2030, transformar Portugal num País sem infeção epidémica de VIH”.

A este problema junta-se outro, os das hepatites. Segundo a Organização Mundial da Saúde, “estima-se que atualmente na Europa, mais de 13 milhões de pessoas vivam com infeção crónica por vírus da hepatite B (VHB) e mais de 15 milhões com infeção crónica por vírus da hepatite C (VHC)”.