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60.000 euros para projetos que beneficiam doentes

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Foram vários os projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais que promovem a saúde e informação dos doentes candidatos às Bolsas de Cidadania Roche. O número de candidaturas (45) foi recorde e a tarefa do júri não foi fácil. Mas os vencedores já são conhecidos: da literacia em saúde à reinserção profissional, sem esquecer a pandemia, eis os projetos que vão passar da teoria à prática.

O primeiro prémio, no valor de 20 mil euros, foi atribuído à Associação de Solidariedade Social Aldeias Humanitar, com o projeto Humanitar – Cidadania em Saúde, que pretende reforçar o papel de apoio da associação, promovendo a informação aos doentes e cuidadores.

Em causa está aqui a implementação de um plano de literacia em saúde, com particular atenção para a doença crónica no contexto da pandemia, através da criação da Linha Humanitar, que permitirá dar apoio em todos os concelhos do Douro Sul (10 concelhos que abrangem 100 mil habitantes).

Com direito a 15 mil euros, o segundo prémio foi para a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, com o projeto ‘Futuro Feliz’.

O objetivo é capacitar pessoas desempregadas com esclerose múltipla, de forma a torná-las capazes de se reinserirem no mercado de trabalho.

Um projeto que abrange também os cuidadores e as suas famílias, para promover e sustentar o empoderamento destes doentes, 100 ao todo (40 pessoas com a doença e 60 cuidadores e familiares).

A Associação de Apoio aos Traumatizados Crânio-encefálicos e suas Famílias recebeu o terceiro prémio (10 mil euros). O seu ‘Viver novamente’, uma estratégia concertada que pretende apoiar pessoas que sofreram danos cerebrais graves, ajudando na sua reconstrução enquanto pessoas, tornando-as mais ativas e felizes, conquistou o júri.

O quatro prémio (cinco mil euros) foi atribuído à Fundação Rui Osório de Castro, para concretização do livro ‘Cancro Pediátrico – Desafios Parentais’, que pretende ajudar as famílias no momento do diagnóstico de um cancro infantil, uma altura particularmente crítica das suas vidas.

O livro, que está à responsabilidade da diretora da Unidade de Psicologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Maria de Jesus Moura, contempla as várias fases da doença e o seu impacto, considerando a fase de desenvolvimento em que criança se encontra e o impacto da doença oncológica da criança na vivência familiar.

O júri reconheceu ainda a TAIPA – Organização Cooperativa para o Desenvolvimento Integrado e o seu projeto Cui(dar) + Gabinete de Apoio à Pessoa Cuidadora, criado para apoiar os cuidadores no concelho de Odemira através de suporte e acompanhamento de cuidadores formais e informais, que irá receber cinco mil euros e a Associação Pais e Amigos Habilitar, com o projeto HÁBIL– Avaliação e Desenvolvimento de Pré-requisitos de Leitura, Escrita e Matemática.

Aqui, os cinco mil euros são destinados a proporcionar o desenvolvimento do ambiente digital HÁBIL, para a identificação de dificuldades, treino e desenvolvimento dos pré-requisitos da leitura, escrita e matemática em crianças entre os três e os seis anos, diagnosticadas com perturbações do neurodesenvolvimento. 

Bolsas apoiam doentes

Até ao momento, as Bolsas de Cidadania Roche já apoiaram 27 projetos, no valor total de 255 mil euros, em área tão diversas como diabetes, Alzheimer, Parkinson, oncologia pediátrica, hemofilia, doenças raras, entre outras.

As seis bolsas destinam-se a financiar projetos e ideias capazes de fomentar a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde, de informar os doentes dos seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de tratamento.

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