O último relatório mensal do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), referente a dezembro de 2025, mostra que, entre janeiro e dezembro do ano passado, foram notificados 7.655 casos de sarampo em 30 países. Oito destas pessoas morreram na sequência da infeção: quatro em França, três na Roménia e uma na Holanda. Embora o número total de infeções em 2025 represente uma diminuição significativa em comparação com os mais de 35.000 casos registados em 2024, é quase o dobro dos casos notificados em 2023.
Como o sarampo é altamente contagioso e propaga-se facilmente pelo ar, só uma imunidade suficiente em grande parte da população pode impedir a transmissão de pessoa para pessoa. Para prevenir os surtos de sarampo e proteger os mais vulneráveis, como as crianças demasiado pequenas para serem vacinadas e as que não podem ser vacinadas por motivos médicos, pelo menos 95% da população elegível deve ser vacinada com duas doses da vacina contra o sarampo, seguindo as recomendações nacionais. Contudo, tal como em 2024, oito em cada 10 pessoas que contraíram sarampo em 2025 não tinham sido vacinadas.
“Estes números demonstram que os casos de sarampo continuam a ser preocupantemente elevados, apesar de uma queda significativa no último ano. A Europa deveria liderar o mundo na eliminação do sarampo. Temos uma vacina altamente eficaz e segura, bem como o conhecimento, os recursos e algumas das ferramentas de vigilância mais robustas para controlar eficazmente esta doença evitável”, afirma Sabrina Bacci, Chefe do programa do ECDC sobre doenças preveníveis por vacinação e imunização.
“O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa. A vacinação individual protege outras pessoas que não podem ser vacinadas, uma vez que reduz a propagação das infeções. Isto faz da vacinação não só um ato de autoproteção, mas também de solidariedade.”
As crianças não vacinadas ou com a vacinação incompleta continuam particularmente vulneráveis Por isso, os adultos e os adolescentes devem também verificar se estão totalmente imunizados ou se necessitam de uma dose de reforço para se protegerem e protegerem os outros.
De acordo com os dados atualmente disponíveis, a maioria das pessoas diagnosticadas com sarampo em 2025 contraiu a doença localmente, através de transmissão comunitária, dentro do país que notificou a infeção.
Vacinação: a chave para a proteção em casa e no estrangeiro
Para prevenir os surtos de sarampo e proteger aqueles que são particularmente vulneráveis à doença, pelo menos 95% da população elegível deve ser vacinada com duas doses da vacina contra o sarampo, seguindo as recomendações nacionais.
Uma vez que as infeções por sarampo seguem um padrão sazonal, com picos no final do inverno e início da primavera, o ECDC incentiva todos a verificarem o seu estado de vacinação contra o sarampo e a garantirem que estão totalmente protegidos.
Considerando que a vacina tríplice viral (sarampo, papeira e rubéola – VASPR) demora pelo menos duas semanas a tornar-se eficaz, é aconselhável verificar o estado de vacinação com a devida antecedência da viagem, pois a doença pode estar a circular no seu destino.
Considerações para adultos e pais ou encarregados de educação:
- Verifique o seu estado de vacinação: certifique-se de que você e os seus filhos têm a vacinação tríplice viral (VASPR) em dia, independentemente de estarem em casa ou planeiam viajar.
- Conheça os sintomas típicos da doença:
– febre alta,
– tosse,
– secreção nasal excessiva,
– olhos vermelhos e lacrimejantes e
– uma erupção cutânea vermelha característica que geralmente começa na linha do cabelo e se espalha para o resto do corpo. - A infeção por sarampo pode levar a complicações graves, incluindo pneumonia, encefalite e até mesmo a morte. Procure aconselhamento em caso de dúvida: se não tiver a certeza sobre o seu historial de vacinação ou precisar de aconselhamento sobre a vacinação de crianças pequenas, consulte um profissional de saúde.
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