Skip to main content Scroll Top

Especialistas debatem resposta de Portugal ao VIH para cumprir meta de eliminar novas transmissões até 2030

VIH em Portugal

Apesar dos progressos alcançados nas áreas do diagnóstico, tratamento e prevenção do Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido pela sua sigla VIH, Portugal continua a enfrentar desafios relacionados com o acesso equitativo aos cuidados de saúde, o estigma, a literacia em saúde, a utilização de dados e a capacidade de transformar a inovação em respostas concretas no terreno.

Por isso, e num contexto que pode ser decisivo para o país, profissionais de saúde, organizações de base comunitária e decisores irão reunir-se na segunda edição do HIV Parliament, evento promovido pela ViiV Healthcare Portugal, no dia 17 de setembro, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa, para uma reflexão sobre os desafios e oportunidades da resposta ao VIH em Portugal.

O encontro pretende promover o diálogo entre diferentes intervenientes e identificar caminhos capazes de acelerar a resposta nacional para cumprir a meta de eliminar as novas transmissões do vírus até 2030 e aproximar a inovação das pessoas que dela podem beneficiar, independentemente da sua localização geográfica, contexto clínico ou condição socioeconómica. Ao longo de três mesas-redondas, o HIV Parliament 2.0 irá, assim, colocar em discussão de que forma o conhecimento, a inovação e a evidência podem ser traduzidos em decisões, políticas e respostas concretas no terreno.

A primeira mesa-redonda, “VIH em Portugal: Onde estamos e para onde precisamos de ir?”, irá abordar a evolução epidemiológica e as prioridades da resposta nacional, sem esquecer dimensões como o estigma, a qualidade de vida e a experiência das comunidades, refletindo ainda sobre o valor económico associado à eliminação do VIH.

O segundo debate, “Portugal em rede: da decisão à implementação equitativa da inovação no VIH”, irá centrar-se na capacidade de fazer chegar a inovação às pessoas, através de modelos de proximidade e da articulação entre diferentes intervenientes do sistema de saúde, incluindo hospitais, cuidados de saúde primários, enfermagem e comunidade. Em discussão estará, nomeadamente, a forma como uma maior articulação entre estes diferentes níveis de resposta pode contribuir para reduzir barreiras no acesso e garantir que as soluções disponíveis chegam efetivamente a quem delas necessita.

Já a terceira mesa-redonda, “Dados, interoperabilidade e ação”, irá explorar o potencial da utilização eficaz dos dados, da inteligência artificial e dos sistemas de informação, bem como os desafios relacionados com a governação de dados e a capacidade de transformar informação em decisões e ações concretas.

Atualmente, a terapêutica antirretrovírica permite controlar eficazmente a infeção por VIH. No entanto, a resposta ao vírus não se esgota no controlo clínico da infeção, sendo necessárias respostas que enfrentem o estigma e a discriminação, protejam os direitos humanos, promovam a participação das comunidades e contribuam para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

A concretização da ambição de eliminar as novas transmissões até 2030 dependerá, por isso, de uma resposta colaborativa, que articule decisores políticos, serviços de saúde, profissionais, comunidade, academia, setor privado e pessoas com VIH, mas também de um reforço da literacia da população em geral. É precisamente nesta capacidade de articular conhecimento, inovação e diferentes perspetivas que o HIV Parliament 2.0 pretende dar o seu contributo, colocando em debate não apenas os desafios que permanecem, mas também as condições necessárias para os ultrapassar.

Crédito imagem: Unsplash

Posts relacionados