Mais de 31 milhões de pessoas em toda a Europa continuam sem acesso a serviços de saneamento básico e 314.000 ainda defecam a céu aberto. Os números são avançados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Dia Mundial da Casa de Banho, que se assinala esta terça-feira.

O impacto é claro: todos os dias 14 pessoas morrem de diarreia na região por causa de água, saneamento e higiene inadequados. A estas juntam-se desigualdades significativas no acesso a serviços de saneamento básico entre áreas rurais e urbanas e entre comunidades ricas e pobres, afetando famílias, escolas e hospitais.

As águas residuais por tratar constituem também um problema significativo na região.

“É importante reconhecer que uma casa de banho não é apenas uma casa de banho”, explica Piroska Östlin, diretor regional da Europa.

“A casa de banho protege a sua dignidade, a sua saúde e a saúde das pessoas à sua volta.”

O saneamento em debate

O Dia Mundial da Casa de Banho deste ano assinala ainda o início de um encontro referente ao Protocolo sobre Água e Saúde, que decorre em Belgrado, Sérvia.

Liderado pela OMS e pela Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas (UNECE), o protocolo comemora o seu 20.º aniversário este ano e tornou-se “um instrumento pioneiro para apoiar os esforços concretos dos países na proteção dos direitos humanos básicos à água potável e ao fornecimento de saneamento para todos, através de gestão de recursos hídricos e cooperação intersetorial”, explica Olga Algayerova, secretária executiva da UNECE.