‘No geral, qual é o seu nível de satisfação com a sua vida hoje em dia?’. A pergunta foi feita aos cidadãos da União Europeia (UE) e as respostas revelam que, numa escala de 0 (‘nada satisfeito’) a 10 (‘totalmente satisfeito’), a satisfação média de vida dos residentes na UE com 16 anos ou mais era de 7,3 em 2018, um aumento em comparação com 7,0 em 2013. No entanto, os portugueses apresentam-se como dos menos satisfeitos com a vida.

De facto, os dados obtidos permitem confirmar que, em 2018, a satisfação média com a vida variou significativamente entre os Estados-Membros da UE.

Com uma média geral de 8,1, os habitantes da Finlândia revelaram-se os mais satisfeitos com suas vidas, seguidos dos austríacos (8,0), dinamarqueses, polacos e suecos (todos 7,8). No extremo oposto encontravam-se os residentes na Bulgária (5,4), de longe os menos satisfeitos, seguidos pelos da Croácia (6,3), Grécia e Lituânia (ambos 6,4), Hungria (6,5), Letónia e Portugal (ambos 6,7).

Satisfação financeira a subir

Desde 2013 que o nível médio de satisfação com a situação financeira do agregado familiar na UE também
aumentou, passando de 6,0 em 2013 para 6,5 em 2018, enquanto a satisfação média com as relações pessoais permaneceu quase estável, 7,8 em 2013 e 7,9 em 2018, mostram os dados do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia.

Os países do norte da Europa voltam a destacar-se, quando se trata das finanças, como os mais satisfeitos, mais precisamente os dinamarqueses, finlandeses e suecos.

Na lista de menos satisfeitos com a vida, aqui a financeira, voltam a estar os portugueses (5,4), à frente de países como a Grécia, Croácia e Lituânia (todos 5,2), ao lado da Letónia e da Hungria (5,5). Isto apesar de, face a 2013, se ter verificado um aumento ao nível da satisfação (+0,9).

Mais satisfeitos com a vida quando se trata das relações pessoais 

Os cidadãos nacionais apresentam-se mais satisfeitos com as relações pessoais, surgindo aqui acima da média da EU, que se ficou pelos 7,9.

Também para este parâmetro se verificaram diferenças significativas entre os Estados-Membros da UE, indo o destaque, pela positiva, para os habitantes de Malta, Áustria e Eslovénia, os mais satisfeitos com as suas relações na UE, seguidos pelo Chipre e Suécia (ambos 8,5), Finlândia (8,4) e República Checa (8.3).

No extremo oposto da escala encontram-se os residentes na Bulgária (6,6), seguidos pelos da Grécia (7,1), Croácia (7,5), Itália, Hungria e Roménia (todos os 7,6), os menos satisfeitos.