São já 59 os casos contabilizados de pneumonia associados à frequência de um mercado em Wuhan, China, entre 31 de dezembro de 2019 e 11 de janeiro de 2020. Um novo surto respiratório que motiva o alerta das autoridades de saúde em todo o mundo, Portugal incluído.

Até ao momento, o novo coronavírus, uma família de vírus que pode causar de constipações comuns e doenças mais graves, é responsável por 41 dos casos, segundo confirmação laboratorial, incluindo um óbito, tendo também sido notificado um caso na Tailândia, num viajante originário de Wuhan, China.

A Direção-Geral da Saúde está a acompanhar a situação e recomenda que os viajantes para aquela região da China evitem contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; lavem frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes; evitem contacto com animais e adotem medidas de etiqueta respiratória (tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos, assim como lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir).

Se os viajantes para aquela região da China apresentarem sintomas sugestivos de doença respiratória, durante ou após a viagem, devem procurar atendimento médico e informar o médico sobre a história da viagem, podendo ainda ligar para o 808 24 24 24 (SNS24) para esclarecimento de dúvidas.

Transmissão pessoa-a-pessoa equacionada

O surto continua em investigação e ainda que os dados preliminares não revelem evidência de transmissão pessoa-a-pessoa, as autoridades chinesas não descartam essa possibilidade.

De facto, a investigação feita indica que a maioria dos doentes trabalhou ou visitou um mercado na região, com exceção de uma mulher, que pode ter contraído o vírus a partir do marido, informou a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan em comunicado.

A mesma fonte referiu que o marido, que adoeceu primeiro, trabalhava no mercado, não tendo a esposa qualquer exposição ao mesmo.

É possível que o marido tenha levado comida para casa que infetou a esposa, afirma Chuang Shuk-kwan, funcionário de saúde de Hong Kong, que considera ser também possível ter sido o homem a fonte da infeção.

No entanto, a ameaça de transmissão pessoa-a-pessoa permanece baixa, esclarece Chuang, já que centenas de pessoas, incluindo profissionais da área médica, mantiveram contacto próximo com indivíduos infetados sem que tivessem adoecido.