Uma análise recente indica que as taxas de incidência e mortalidade por cancro do colo do útero permanecem estáveis ​​ou estão a cair na maioria dos países do mundo. Taxas essas que diferem consoante o nível de desenvolvimento socioeconómico de cada país, uso de rastreio ao cancro do colo do útero e taxas de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV). 

O cancro do colo do útero é uma doença potencialmente evitável, quer através do rastreio, que deteta e permite tratar lesões pré-cancerígenas, quer através da vacina contra o HPV.

Segundo os dados do GLOBOCAN 2018, o cancro do colo do útero é a quarta neoplasia mais comum e a quarta causa de morte por cancro entre mulheres em todo o mundo, tendo sido responsável por aproximadamente 570.000 novos casos e 311.000 mortes em 2018. Mas estes números são muito diferentes consoante os países, tendo sobretudo as diferenças a ver com os níveis de rendimentos.

Para mostrar os padrões e tendências globais mais recentes no que diz respeito a este tumor maligno, uma equipa liderada por Mingjuan Jin, especialista da Escola de Medicina da Universidade de Zhejiang, na China, examinou os dados de 31 países da Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro.

E verificou que a incidência de cancro cervical e as taxas de mortalidade eram menores em países mais desenvolvidos socioeconomicamente. Além disso, as tendências anteriores e previstas parecem estar estáveis ​​ou a diminuir na maioria dos países, sobretudo naqueles onde existem rastreios eficazes do cancro do colo do útero e programas de vacinação contra o HPV.

“Programas eficazes de rastreio deste tipo de cancro e a vacinação contra o HPV devem ser ainda mais popularizados para aumentar a sua cobertura e, em última análise, diminuir a carga de curto, médio e longo prazo associada a este tipo de cancro”, refere o investigador principal deste estudo.