As férias de inverno são tradicionalmente uma época em que as pessoas de todas as idades se reúnem, seja para encontros familiares, com amigos ou festas religiosas. É também uma altura em que muitos planeiam viajar, seja dentro dos seus próprios países ou internacionalmente. Mas com a pandemia longe do fim, há cuidados que não se podem descurar. Estes são os conselhos da Organização Mundial de Saúde (OMS) para aproveitar a época e minimizar o risco de COVID-19.

É mais um inverno, o segundo, em que temos de conviver com a COVID-19, e o aumento nas viagens e mais socialização dentro de casa criam o risco real de um aumento significativo na transmissão do vírus.

Para tornar a situação ainda mais preocupante, este ano a variante Delta, altamente transmissível, é dominante na Região Europeia, estando ainda o Velho Continente – e o mundo – a braços com a ameaça de uma nova variante preocupante, a Omicron, com impactos ainda incertos.

Minimizar os riscos não é uma questão de acaso, é uma questão de escolha. E há cinco dicas importantes que não devemos esquecer:

Vacina contra a Covid-19

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção da Covid-19.

1. Estar vacinado – Esta é, segundo a OMS e muitos especialistas, o mais importante que as pessoas podem fazer para se proteger de doença grave e morte por COVID-19. Algo que é ainda mais importante para grupos de risco, como aqueles com 60 anos ou mais, e para pessoas com problemas de saúde subjacentes.

Um estudo recente, conduzido pela OMS e pelo Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), estimou que quase meio milhão de vidas foram salvas entre pessoas com 60 anos ou mais desde o início da implementação da vacinação COVID-19 em 33 países da Europa e Ásia Central.

A maioria das pessoas que precisam de cuidados hospitalares críticos para a COVID-19 não foram vacinadas. As vacinas atuais oferecem proteção contra doenças graves e morte por variantes da COVID-19, incluindo a Delta e parecem também proteger contra doença grave associada à nova variante, a Omicron.

prevenir a Covid-19

O uso de máscaras, de forma correta, ajuda a proteger da infeção.

2. Outras medidas preventivas – Combinar a vacinação com outras medidas preventivas disponíveis neste inverno ajuda a que possamos viver as nossas vidas enquanto controlamos o vírus e evita confinamentos generalizados. Essas medidas preventivas simples, porém comprovadas, são: o uso de uma máscara bem ajustada quando é necessário, manter uma distância física de pelo menos 1 metro, ventilar espaços internos abrindo janelas e/ou portas, evitar espaços fechados, confinados ou lotados, higienizar frequentemente as mãos, tossir ou espirrar para o cotovelo ou lenço dobrado. Medidas que isoladas são importantes, mas cujo impacto se multiplica quando usadas em conjunto.

3. Tornar as reuniões o mais seguras possível – Os encontros, mesmo os mais pequenos, podem dar ao vírus a oportunidade de se espalhar. Reuniões e celebrações devem ser realizadas no exterior, se possível, e aqueles que nelas se encontram devem usar máscaras e manter distância física. Dentro de casa, há que limitar o tamanho do grupo e garantir uma boa ventilação, abrindo uma porta ou janela quando for seguro fazê-lo.

4. Evitar viajar se estiver em risco – Pessoas que não estão bem, que não foram totalmente vacinadas ou não têm prova de infeção anterior e que estão em maior risco de desenvolver complicações graves associadas à COVID-19, incluindo pessoas com 60 anos de idade ou mais e aquelas com doenças crónicas (como doenças cardíacas, cancro e diabetes), são aconselhados a adiar viagens para áreas com transmissão comunitária.

Todos os viajantes devem permanecer vigilantes quanto aos sinais e sintomas de COVID-19, vacinar-se quando for a sua vez e aderir às medidas preventivas em todos os momentos, independentemente do estado de vacinação.

fake news sobre Covid-19

Sã muitas as informação que induzem em erro sobre a pandemia.

5. Obter informação a partir de fontes confiáveis – A desinformação e a informação falsa coloca em risco a saúde e a vida das pessoas, mina a confiança na ciência e impede a tomada de decisões corretas sobre a nossa saúde. Procure fontes de informações confiáveis, ​​que forneçam conselhos com base nas evidências mais recentes e no consenso científico.