Apesar das notícias sobre potenciais efeitos secundários associados às vacinas contra a Covid-19, 59% dos portugueses que ainda não levaram a vacina fá-lo-iam se fossem chamados, revela um inquérito online da Deco Proteste, realizado também junto da população entre os 18 e os 74 anos de Espanha, Itália e na Bélgica, que mostra ainda que os portugueses são os mais dispostos a fazê-lo.

 

Ainda que com algumas reservas, 26% aceitariam levar também a vacina, mais 9% do que os dados recolhidos num inquérito realizado pela associação em janeiro.

Em Espanha, 52% não teriam dúvidas em receber a vacina, enquanto na Bélgica o valor desce para os 47% e em Itália para 45%. 

Por cá, a maioria dos que não têm certezas sobre levar a vacina justificam a hesitação com o receio dos efeitos secundários (59%), enquanto 36% o fazem por não estarem incluídos num grupo considerado de risco.

Uma postura antivacinal e a existência de teorias da conspiração, como interesses ocultos ou suspeição face ao processo de desenvolvimento e aprovação das vacinas, são motivos muito menos invocados e menos ainda são os que dizem não confiar em vacinas em geral ou que argumentam que a Covid-19 não é muito diferente de uma gripe sazonal.

Bons conhecimentos sobre a vacina

Ainda de acordo com o inquérito, a confiança na vacina da AstraZeneca ficou abalada para 63% dos portugueses. Mas não ficou sozinha, com 41% a reportarem igual impacto negativo sobre as restantes. No entanto, apenas 5% recusam a vacinação, com 10% a hesitarem, estando mais inclinados para o “não”.

Ao todo, apenas 35% dos portugueses alegam bons ou muito bons conhecimentos sobre os efeitos secundários das vacinas contra a Covid-19. E, quanto mais elevado o nível educacional dos participantes, maior é esta proporção.

No que diz respeito ao conhecimento, 42% dizem estar por dentro dos meandros do plano de vacinação, enquanto a eficácia das vacinas é do domínio de quase metade (48%).