Morte por melanoma está a aumentar nos homens

melanoma nos homens

A percentagem de homens que morrem com melanoma aumentou em todo o mundo, revelam os dados mais recentes. Já a taxa no feminino, essa tem descido em alguns países. 

Apresentados no congresso do Instituto Nacional de Investigação no Cancro, os dados refletem a análise feita por investigadores britânicos, que decidiram investigar os números mundiais sobre este cancro, recolhidos pela Organização Mundial de Saúde, com enfoque em 33 países. E verificaram que a taxa de mortalidade por melanoma nos homens estava a aumentar em todos os países, menos num.

Ainda que sejam necessários mais estudos para que se perceba qual o motivo por detrás desta tendência, os especialistas não têm dúvidas da necessidade de mais esforços de saúde pública, desta feita direcionados para a população masculina, capazes de aumentar a sensibilização para esta doença.

República Checa, a exceção

Dorothy Yang, especialista do Royal Free London NHS Foundation Trust, explica que “o principal fator de risco para o melanoma é a exposição excessiva à radiação ultravioleta, seja pela exposição ao sol ou pelo uso de solários”.

Apesar dos esforços de saúde pública para promover a sensibilização para a doença e encorajar comportamentos inteligentes, “a incidência do melanoma tem aumentado nas últimas décadas. No entanto, alguns novos relatórios identificaram sinais de estabilização e declínio nas taxas de mortalidade por melanoma em lugares como a Austrália e o norte da Europa”, acrescenta.

Foi para tentar entender estes padrões que os investigadores estudaram as taxas de mortalidade padronizadas por idade em 33 países, entre 1985 e 2015.

E a análise revela que, em todos os países, as taxas foram mais elevadas nos homens do que nas mulheres. No geral, as maiores taxas de mortalidade, entre 2013 e 2015, foram encontradas na Austrália (5,72 por 100.000 homens e 2,53 por 100.000 em mulheres) e na Eslovénia (3,86 em homens e 2,58 em mulheres), com as menores no Japão (0,24 em homens e 0,18 em mulheres).

A República Checa foi o único país onde se verificou uma redução na taxa de mortalidade por melanoma nos homens.

Mais campanhas para a população masculina

“É necessário mais trabalho para explorar os fatores subjacentes a estas tendências”, refere a especialista, que fala na possibilidade de os homens serem “menos propensos a protegerem-se do sol” ou menos recetivos às campanhas de prevenção.

Sejam quais forem as razões, “os dados também sugerem que o melanoma continuará a ser uma questão de saúde nos próximos anos”, sendo necessário “encontrar estratégias eficazes para diagnosticar com precisão e tratar com sucesso os doentes”.

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