Scroll Top

Prémio para investigação portuguesa que quer ajudar a resolver infeções ósseas

investigadores criam forma de resolver infeções ósseas

Todos os anos, quatro milhões de pessoas sofrem de infeções ósseas crónicas, relacionadas com úlceras do pé diabético, implante de próteses e fraturas expostas, que obrigam a pelo menos duas cirurgias e antibióticos, longos períodos de internamento, recorrências frequentes, custos elevados e dor para os doentes. Mudar este cenário é o que pretende um grupo de investigadores nacionais, que avançam uma solução, o HELOCAP.

Esta inovação, cujo valor foi reconhecido com um prémio do Programa CaixaImpulse da Fundação “la Caixa”, quer ser um tratamento de uma etapa só para as infeções ósseas, capaz de administrar os antibióticos localmente e encorajar a regeneração óssea.

Para o doente, as infeções ósseas são sinónimo de dor, mobilidade comprometida e perda de muitas horas de trabalho. Uma infeção que, não raras vezes, se torna um problema para toda toda a vida, com elevados riscos de infeção descontrolada, que pode levar à amputação ou septicemia.

O projeto nacional, na área da investigação biomédica, está a ser desenvolvido por um grupo de investigadores do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto. E pretende oferecer aos cirurgiões ortopedistas uma solução simples para o tratamento destas infeções, com várias vantagens: redução do tempo de tratamento e custos, permitindo ainda aos pacientes o regresso mais rápido à vida ativa. 

85 candidatos, 20 vencedores

Foram, ao todo, 20 os projetos em investigação na área da biomedicina premiados pela CaixaImpulse, de um total de 85 candidaturas. A maioria (60%) eram ideias provenientes de centros de investigação, universidades e hospitais espanhóis, com duas iniciativas ‘made in Portugal’, originárias do Porto, que acabaram por ser selecionadas.

Posts relacionados