Especialistas dizem que é hora de incentivar o uso de máscaras

uso de máscaras

O tema está ainda em debate pela Direção-Geral da Saúde. Mas da Universidade de Oxford chega o conselho: chegou a hora de incentivar o uso de máscaras faciais como medida de precaução, já que pouco temos a perder e potencialmente há algo a ganhar.

Na revista científica BMJ, Trisha Greenhalgh, especialista em cuidados de saúde primários, e os seus colegas afirmam que, apesar das evidências limitadas, as máscaras “podem ter um impacto substancial na transmissão, com um impacto relativamente pequeno na vida social e económica”.

Continua a ser alvo de contestação se as máscaras reduzirão a transmissão da COVID-19 no público em geral.

Embora não existam evidências de ensaios clínicos sobre o uso generalizado de máscaras faciais como medida protetora contra a doença, são cada vez mais as instituições e governos, incluindo os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, que defendem que a população em geral deve usar máscaras, ainda que outras, como a Organização Mundial da Saúde e a Saúde Pública de Inglaterra não pensem o mesmo.

Alguns investigadores argumentam que é improvável que as pessoas usem máscaras de forma adequada ou consistente, e podem ignorar medidas mais amplas de controlo da infeção, como lavar as mãos. Outros, dizem que o público não deve usá-las, pois os profissionais de saúde precisam mais delas.

Greenhalgh e os colegas, porém, contestam estes argumentos e sugerem que, no contexto da COVID-19, muitas pessoas poderiam ser ensinadas a usar máscaras adequadamente e podem fazê-lo consistentemente sem abandonar outras medidas importantes de combate ao contágio.

Além disso, consideram que, se houver vontade política, a escassez de máscaras pode ser rapidamente superada com o reaproveitamento da capacidade de produção – algo que já está a acontecer informalmente.

Concluem, por isso, que é hora de agir sem esperar por evidências de ensaios clínicos.

“As máscaras são simples, baratas e potencialmente eficazes”, escrevem. “Acreditamos que, usadas ​​tanto em casa (principalmente pela pessoa que apresenta sintomas), como fora desta, em situações em que é provável encontrar outras pessoas (por exemplo, nas compras, transporte público), podem ter um impacto substancial na transmissão, com um impacto relativamente pequeno na vida social e económica.”

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