Já são conhecidos os seis projetos vencedores das Bolsas de Cidadania da Roche de 2021, uma iniciativa que vai na sua 7ª edição. Num valor total de 60 mil euros, as Bolsas procuram fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Os vencedores das Bolsas são:

  • Projeto RD-Portugal, todas raras e algumas SER (Síndromes Excecionalmente Raras) –Associação RD-Portugal – União das Associações de Doenças Raras de Portugal – Bolsa de 20 mil euros

A RD-Portugal, União das Associações de Doenças Raras de Portugal, irá congregar inicialmente mais de 20 associações. Mas há “Raros” tão raros que não conseguem constituir uma associação. A RD-Portugal quer garantir que todos os doentes raros são representados, mesmo quando o número de casos em Portugal é extremamente reduzido. Para isso, projetam a criação da Associação SER, acolhendo todos aqueles para os quais ainda não exista associação.

O projeto visa também construir um portal e um espaço colaborativo, criado para ser uma estrutura comum e útil a todas as associadas e às áreas específicas de cada associada.

  • Projeto DII Lives APDI – Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino – Bolsa de 15 mil euros

O projeto vai conceber e realizar ‘lives’ (diretos) com resposta a perguntas sobre a Doença Inflamatória do Intestino (doença de Crohn e Colite Ulcerosa) vocacionados para os jovens com estes problemas. Estes diretos no Instagram responderão às questões dos mais jovens que serão colocadas por um jovem jornalista a um profissional de saúde. Os diretos depois de efetuados serão também partilhados no Facebook.

Este projeto pretende promover a literacia dos mais jovens.

  • Projeto Saúde Traduzida – JRS Portugal – Serviço Jesuíta aos Refugiados – Bolsa de 10 mil euros

Apesar de, em abstrato, os refugiados terem acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) em iguais condições aos demais cidadãos, as suas especificidades linguísticas, culturais e médicas, por um lado, e a inexistência de respostas e formação específicas do SNS, por outro, condicionam um verdadeiro acesso, que seja rápido, adequado e autónomo, a cuidados de saúde.

Este projeto pretende, a curto prazo, garantir que, no período inicial de chegada a Portugal, os refugiados tenham acesso ao SNS e que os serviços sejam adequados às suas particulares necessidades. A longo prazo, pretende capacitar os refugiados e os profissionais de saúde para que o acesso e o serviço sejam o mais autónomos possível. Para isso, será feito um acompanhamento dos refugiados ao SNS numa lógica de constante pedagogia e progressiva autonomização dos utentes e dos profissionais, com recurso a canais adequados (serviços de interpretação/tradução), ações específicas de literacia de saúde aos utentes e de informação e sensibilização aos profissionais.

  • Projeto ORIENTA-TE – Movimento Pés ao Caminho – Associações Unidas pela Promoção da Informação aos Doentes Oncológicos – Uma das Bolsas de 5 mil euros

Sob o tema “Tens cancro e sentes-te perdid@? Nós mostramos-te os caminhos…”, o projeto pretende criar uma infografia multimédia para transmitir de forma clara os possíveis sintomas ou efeitos secundários e as formas de os minorar. Este projeto tem como beneficiários diretos os doentes com diagnóstico de cancro, bem como seus familiares e cuidadores, estendendo-se ainda à sociedade em geral.

  • Projeto Clic – Airev – Associação Para a Integração e Reabilitação Social de Crianças e Jovens Deficientes de Vizela – Uma das Bolsas de 5 mil euros

O projeto Clic baseia-se na criação de um site com conteúdos dirigidos às famílias sobre atividades de estimulação para as crianças, de forma a potenciar as aprendizagens da criança, até aos 6 anos de idade, através de estratégias a serem implementadas na sua vida quotidiana. Prevê-se ainda a disponibilização de apoio multidisciplinary à família.

O objetivo passa por aumentar a literacia acerca do desenvolvimento infantil, bem como promover o envolvimento parental.

  • Projeto O Caminho do Doente – MiGRA Portugal – Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias – Uma das Bolsas de 5 mil euros

O projeto visa a plena integração do doente nos cuidados de saúde que lhe são prestados, habilitando-o para que possa conhecer o seus direitos e intervir corretamente nas decisões tomadas em torno da sua saúde, durante o percurso que atravessa na rede de prestação de cuidados.

Será criada uma plataforma online formativa, para dotar o doente de todas as patologias de conhecimentos acerca do seu acompanhamento médico e formá-lo para que possa intervir da melhor forma junto das decisões em saúde que o envolvem. Propõe-se ainda a criação de um Gabinete de Apoio Jurídico destinado aos associados da MiGRA Portugal.