A Organização Mundial da Saúde já considera uma doença a Perturbação de Luto Prolongado. É de olhos postos neste problema que o Governo decidiu criar uma comissão para acompanhar a implementação do modelo que vai intervir nas situações de luto complexo e prolongado, que em 10 a 30% dos casos dá origem a complicações físicas e mentais.

Otimizar a capacidade de intervenção do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nestes casos é um dos objetivos da medida, que lhes vai dar uma atenção especial e contribuir para garantir que todos os cidadãos com estas necessidades tenham acesso a cuidados especializados na prevenção e tratamento do luto prolongado.

Algo que se quer através da sua identificação precoce, da intervenção no período agudo e do apoio especializado em casos de grande complexidade.

Até porque, de acordo com as estatísticas, as pessoas em luto por perdas significativas constituem grupos de risco, com esta condição a implicar perda da qualidade de vida para as próprias, para as famílias e para a sociedade.

A comissão agora criada deverá também desenvolver e avaliar experiências-piloto do modelo de intervenção diferenciada no luto prolongado, que irão decorrer no Centro Hospitalar de São João, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Lisboa Norte, Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e Centro Hospitalar Universitário do Algarve.