Viver em zonas mais desfavorecidas reduz esperança de vida dos idosos

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Eliminar as carências socioeconómicas, existentes em várias zonas da Europa, iria traduzir-se num melhoria da sobrevivência dos idosos e reduziria a sua mortalidade. De acordo com um estudo do Porto, o fim destas diferenças equivaleria a aumentar o número de sobreviventes europeus do sexo masculino em cerca de 92 mil. Já entre as mulheres, o número subiria para 282 mil.

Realizado pela Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), o trabalho traduz a crença dos investigadores de que uma redução das diferenças socioeconómicas entre regiões portuguesas e europeias é a melhor forma de aumentar a esperança de vida desta população.

Publicado na revista científica International Journal of Public Health, o estudo, que trabalhou os dados de cinco países europeus (Portugal, Espanha, França, Itália e Inglaterra), procurou perceber como “as condições socioeconómicas dos locais de residência, isto é, o conjunto das condições da habitação, escolaridade, desemprego, etc., influenciavam a longevidade das pessoas idosas, mais concretamente, a probabilidade de estas sobreviverem além dos 85 anos”, explicou ao Notícias da Universidade do Porto Ana Isabel Ribeiro, uma das autoras da investigação.

Uma avaliação que não se ficou por aqui. A esta tarefa os especialistas juntaram outra: perceber qual o impacto da eliminação das diferenças na sobrevivência dos idosos.

Sobrevivência dos Idosos mais difícil em Portugal

Portugal foi, dos cinco países avaliados, o que apresentou a menor probabilidade de sobrevivência dos idosos. “Apesar de termos menores desigualdades dentro do nosso país, temos, probabilidades de sobrevivência nesta idade inferiores a estes quatro países da Europa”, refere Ana Isabel Ribeiro.

Ver também: Cuidar dos Idosos à distância de um clique.

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