O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e a Sociedade Portuguesa de Transplantação assinalam esta terça-feira, dia 20 de julho, o Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, uma iniciativa conjunta, pretende, uma vez mais, homenagear todos aqueles que direta ou indiretamente estão envolvidos na doação e na transplantação de órgãos e sem os quais muitos doentes não sobreviveriam. Isto numa altura em que há a assinalar o aumento do número de transplantes, sobretudo os cardíacos e a pulmonares.

Nos primeiros seis meses do ano contaram-se 369 órgãos transplantados, mais 54 do que no ano passado, segundo a Coordenação Nacional da Transplantação.

Os dados indicam que houve um total de 163 dadores de órgãos (dadores falecidos e dadores vivos), mais 22 do que no período homólogo de 2020, sendo que 143 foram dadores falecidos (mais 21).

Nos primeiros seis meses deste ano foram feitos 27 transplantes cardíacos, mais 12 do que em igual período do ano passado, 201 renais (mais 33), 99 hepáticos (mais 10) e 24 pulmonares (mais cinco). Os transplantes pancreáticos baixaram relativamente ao período homólogo, com oito realizados no primeiro semestre deste ano (menos seis).

De acordo com os dados do IPST, no primeiro semestre foram colhidos 424 órgãos (mais 78) e que a taxa de utilização foi de 82% (349 transplantados).

Webinar debate desafios dos transplantes

Para assinalar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, realiza-se um webinar, onde serão discutidos os principais desafios que enfrentam os hospitais na identificação e tratamento dos dadores, na organização da colheita e no transplante de órgãos, envolvendo um sem número de profissionais e especialidades médicas e cirúrgicas.

O evento ficará ainda pautado por uma aula de ginástica virtual, organizada em colaboração com o Grupo Desportivo Transplantados de Portugal, reforçando a importância do exercício físico na recuperação do doente transplantado, assim como no não agravamento da condição clínica dos doentes que aguardam em lista de espera.

Neste ano, marcado novamente pela pandemia de COVID-19, assistimos de forma positiva a um aumento da atividade durante o primeiro semestre. Uma atividade que só é possível graças ao envolvimento dos dadores e das suas famílias, e de todos os profissionais envolvidos nesta atividade e que diariamente reúnem esforços para o tratamento eficaz dos doentes em lista de espera.